O homem e a caixa de ouro
- André Portugal
- 5 de abr. de 2022
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Havia um mercador que possuía um segredo muito bem escondido numa caixa que comprou numa de suas viagens ao Oriente Médio. “Era de um imperador Chinês” dizia, “chegou até minhas mãos por um atravessador da rota da Seda”. Feita em ouro e jade, era o objeto mais caro de toda a sua loja.
Em formato de octaedro era um daqueles os quais precisamos posicionar suas peças de um jeito muito específico para abri-lo, ninguém sabia ao certo o que guardava. “Algo assim deve preservar joias de tempos imemoriais” dizia o homem aos curiosos, mesmo sem nunca tê-la aberto. Sua fama percorreu nações de diversas línguas.
Certa vez, um senhor muito rico, de semblante melancólico, ofereceu toda a sua fortuna para desvendar seu mistério adquirindo o objeto. Durante muitos anos foi feliz, de todos do reino era único, pois possuía algo que há muito desejava: a caixa das caixas. Por dias e noites, ele passou tentando descobrir o segredo que abriria o artefato, até que após muito tempo finalmente conseguiu.
Dentro encontrou três bilhetes que diziam: “Tolos os que creem que o conteúdo misterioso do coração dos homens é do mesmo material que a sua casca”, “O amor chega como uma linda caixa vazia” e “O sentido da vida está nos seus processos de desvendamento, não no ponto final”.
O homem então foi tomado de sentimentos confusos: não sabia se tinha sido vítima de um terrível golpe ou se tinha descoberto um magnífico tesouro.




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